Sesc recorre da decisão que impediu de apresentar Jesus como transexual

Por: Leandro Veras - com conteúdo Estadão
(Foto: Reprodução Site do Sesc)

Só mesmo em um país (Brasil), onde presidente, e ex-presidentes da República, e maioria das autoridades políticas que estão sendo acusados e investigados por corrupção, se vê brincar com a fé das pessoas de forma tão banal e inescrupulosa. Pois é exatamente isso que o Sesc está fazendo no momento que decidiu recorrer da decisão expedida pelo juiz Luiz Antonio de Campos Júnior ao impedir a apresentação do espetáculo "O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu", prevista para o dia 15, na unidade de Jundiaí.

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O fato é que este texto escrito pelo dramaturgo britânico Jo Clifford que vive na escócia traz uma mistura de monólogo e contação representada em um ritual que remete à "Jesus" ao tempo presente, na pele de uma mulher transgênero. Na peça, dirigida por Natalia Mallo, um empreendedor multi-artista e cultural nascido na Argentina conta a história bíblica conhecida praticamente por todos os cristãos como "O Bom Samaritano", "A semente de mostarda" e "A Mulher adúltera", o que na minha opinião, não só ofende a fé das pessoas, mas ridiculariza O Evangelho de Cristo, para impor uma especie de reflexão para os que chamam de intolerância sofridas por transgêneros e minorias em geral. Será que Jo Clifford teria a mesma coragem em fazer o mesmo com a fé dos muçulmanos? Usar o Alcorão da mesma forma que usou a Bíblia? Fazer do profeta Maomé, o mesmo que fez com Cristo?

Já dizia Clodovil, que mesmo sendo gay,  chegou à fazer inúmeras criticas à comunidade GLBT, ao casamento gay. Tanto que passou a ser visto pelos religiosos e conservadores como um "gay exemplar", na qual todos homossexuais deveriam se espelhar. - "Não sei o porquê de toda essa luta para aprovar o quê (casamento gay), se nós somos filhos de heterossexuais..." - "Eu não tenho orgulho nenhum de ser gay. Eu tenho orgulho de ser quem eu sou." - "Eu optei por me espelhar num Leonardo da Vinci, e não num travesti de rua, que se veste de mulher e se prostitui." - "Com certeza, vocês me convenceram a não participar dessa para gay, pois eu sou a favor da família."

(Com conteúdo Estadão)